Reconstituição histórica com imagens de: VASCO LAGO PINTO
ABLLAU foi a primeira palavra que eu pronunciei. Em português nada significa, mas eu não sabia disso, e com ela dizia tudo... ABLLAU was the first word that I pronounced. In Portuguese it has no meaning, but I didn’t know that, and with it I said everything.
sexta-feira, setembro 11
quinta-feira, setembro 10
JOGO DE SOMBRAS
A noite atingira já a idade adulta. A lua cheia mostrara-se na sua completa forma e o músico queria beber um copo. Nada melhor para descontrair após um concerto pouco cortante.
Assim que entrámos, voltei a olhar para a janela... Recordei o quanto desejara já, levá-la para casa. Aquela luz... Seria um excelente objecto para colocar numa parede. Infelizmente a cerveja estava contaminada, o que me obrigou a uma outra procura. Valeu-me o facto de, nem o dono nem a sua concorrência, se chatearem com isso...
Quando voltei, sentei-me calmamente na cadeira. Já estavam todos em divertido convívio... Além de divórcios e outros assuntos igualmente banais, de tudo um pouco se falou naquela mesa.
No entanto, não pude deixar de reparar o quanto, ciclicamente, por entre gestos mais ou menos liquefeitos, todos se iam, ora dissolvendo ora materializando em plantas, num bailado fumegante, qual jogo de sombras chinesas sem no entanto se produzir qualquer história dizível.
Aquela luz... Tinha que a levar para casa. A máquina fotográfica, a mesma que tinha registado alguns (poucos) segundos do espectáculo, tinha dado alguns momentos de folga à sua dona. Repousava agora, ela também, no centro da mesa. Durante algum tempo, tentei resistir aos seus encantos, à sua sedução... Mas ela foi mais forte que eu. A cerveja acabara. A conversa, animada mas distante dos meus ouvidos, aproximava-se cada vez mais dos meus olhos...
Até que não resisti....
Mas pouco depois, a parede começou a cair...
Tive que ir embora.
Assim que entrámos, voltei a olhar para a janela... Recordei o quanto desejara já, levá-la para casa. Aquela luz... Seria um excelente objecto para colocar numa parede. Infelizmente a cerveja estava contaminada, o que me obrigou a uma outra procura. Valeu-me o facto de, nem o dono nem a sua concorrência, se chatearem com isso...
Quando voltei, sentei-me calmamente na cadeira. Já estavam todos em divertido convívio... Além de divórcios e outros assuntos igualmente banais, de tudo um pouco se falou naquela mesa.
No entanto, não pude deixar de reparar o quanto, ciclicamente, por entre gestos mais ou menos liquefeitos, todos se iam, ora dissolvendo ora materializando em plantas, num bailado fumegante, qual jogo de sombras chinesas sem no entanto se produzir qualquer história dizível.Aquela luz... Tinha que a levar para casa. A máquina fotográfica, a mesma que tinha registado alguns (poucos) segundos do espectáculo, tinha dado alguns momentos de folga à sua dona. Repousava agora, ela também, no centro da mesa. Durante algum tempo, tentei resistir aos seus encantos, à sua sedução... Mas ela foi mais forte que eu. A cerveja acabara. A conversa, animada mas distante dos meus ouvidos, aproximava-se cada vez mais dos meus olhos...
Até que não resisti....
Mas pouco depois, a parede começou a cair...Tive que ir embora.
quarta-feira, setembro 9
TODOS - CAMINHADA DE CULTURAS
Foto: GEORGES DUSSAUD

Nos dias 11, 12, 13 e 14 de Setembro, a Câmara Municipal de Lisboa convida todos os cidadãos à participação na iniciativa "Todos - caminhada de culturas"
Segundo os organizadores, não se trata de um festival, mas de "um convite para caminhar, passear por um dos bairros mais antigos de Lisboa, palmilhar S. Domingos, Martim Moniz, Intendente, Mouraria e Anjos, para passar a conhecê-los como a palma da mão."
O programa contará ainda com diversas iniciativas, entre as quais, conversas "sobre tudo", com Margarida Medeiros e os fotógrafos Georges Dussaud, Luís Pavão, Luísa Ferreira, Camilla Watson, Carlos Morganho e Helena Gonçalves.
No dia 10 de Setembro, 18.00h, no Arq. Municipal de Lisboa (R. da palma, 246).
Ainda no mesmo local, mas às 19.00h, inaugura a exposição colectiva "Todos", com fotografias "de Georges Dussaud, Luís Pavão, Luísa Ferreira, Camilla Watson, e Carlos Morganho"
MAIS INFORMAÇÕES
sexta-feira, setembro 4
terça-feira, setembro 1
UM DIA...

Um dia, pretende-se que esta venha a ser uma micro-narrativa fotográfica. Tal como na banda-desenhada, cada imagem será dividida, na sua composição, em várias imagens-tempo/espaço. IMAGENS JÁ EXISTENTES NESTA SÉRIE
segunda-feira, agosto 31
CRISE


Da série: COLECÇÃO DE ANTI-POSTAIS ILUSTRADOSCom um agradecimento especial ao graffiter que pintou estas paredes.
quinta-feira, agosto 20
COLECÇÃO DE ANTI-POSTAIS ILUSTRADOS



Esta é uma série que ainda está de início. Pretende-se pegar em imagens-tipo, com o por exemplo, imagens que todos estamos habituados a ver em postais ilustrados e desconstrui-las de forma irónica, criando igualmente uma nova forma de olhar para essas imagens e para o que elas poderão representar no imaginário comum.
Estrutural e conceptualmente, esta série não está ainda totalmente pensada, sendo que pretendo que se desenvolva como se de uma verdadeira colecção se tratasse. Assim, e para já, pretendo por um lado ir retirando, eventualmente, algumas imagens sempre que conseguir outras com maior representatividade para o conjunto, sendo que, por outro lado, esta será uma série da qual não se prevê um fim, onde será sempre possível a junção de mais uma imagem.
Outras imagens da mesma série: 1 - 2 - 3 - 4 - 5
segunda-feira, julho 27
ÓBIDOS: FEIRA MEDIEVAL
segunda-feira, julho 20
domingo, julho 12
A "REALIDADE" DA IMAGEM DOCUMENTAL
Ciclicamente, acordam as polémicas sobre a "verdade fotográfica". Desta vez, foi a propósito de EDGAR MARTINS, o fotógrafo vencedor da edição de 2008 do BESPHOTO.
Sabendo todos nós que não existe qualquer verdade absoluta no facto de se escolher um pequeno fragmento do espaço-tempo, e transformá-lo numa imagem planificada, é no entanto, convenção geral que deva haver uma ética a respeitar quando essa mesma imagem tem uma função específica. No caso, a função de informar ou documentar um determinado local e/ou acontecimento.
Visto assim, esta problemática parece-nos linear. Pois se esta convenção é geralmente aceite, resta-nos aplicar a devida ética, e estará a questão encerrada... Ou não...
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Sabendo todos nós que não existe qualquer verdade absoluta no facto de se escolher um pequeno fragmento do espaço-tempo, e transformá-lo numa imagem planificada, é no entanto, convenção geral que deva haver uma ética a respeitar quando essa mesma imagem tem uma função específica. No caso, a função de informar ou documentar um determinado local e/ou acontecimento.
Visto assim, esta problemática parece-nos linear. Pois se esta convenção é geralmente aceite, resta-nos aplicar a devida ética, e estará a questão encerrada... Ou não...
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sábado, julho 11
PEDRO CLÁUDIO - A ALMA DA CASA

Antes da casa começar a ser "fragmentada", "cortada" e "remontada" como se fosse um puzzle, havia que lhe captar a alma, guardar-lhe a memória, registar como ela foi palco de uma realidade, para que depois se pudessem fazer as correspondências mínimas com uma história de vida, a do DR. JAIME UMBELINO, homem que no movimento desordenado das suas escolhas encontrou numa pintura, num objecto, num livro, fosse valioso ou simples, frágil ou robusto, estranho ou vulgar, uma vibração que o levou a integrá-lo no seu espaço, criando assim a sua casa tal como um pintor cria a sua obra sobre uma tela em branco (...).
Nas fotografias de autor, que estiveram a cargo de PEDRO CLÁUDIO tropeçamos assim em ínfimas memórias e afectos, cada qual requerendo a nossa atenção única, os nossos comentários, que gostaríamos que fossem interpretáveis, enfim, um acréscimo a uma impressão, a uma impulsão, fruto da nossa impaciência no achamento de uma unidade entre o homem que nela habitou e o espaço que foi habitado. (Texto de ANA MEIRELES).
Exposição de fotografia. Para ver (de Segunda a Sábado, das 9:30h às 19:00h) na Galeria Municipal de Torres Vedras, até 5 de Setembro.
segunda-feira, julho 6
ROMALE
…Reza uma antiga história cigana que, quando as estrelas que brilham no céu caem em terra se transformam em estrelas pretas e estas, por sua vez, dão origem aos ciganos…
Este registo/reportagem fotográfica do projecto ROMALE, agora exposta na CCCTV até 31 de Julho, resulta do acompanhamento, por dois anos consecutivos, de uma residência artística promovida na cidade de Torres Vedras, por "PETER BUTKO, Oto Bunda, Mário Bobek (2007) e Desiderius Dudzda (2008), [que] trouxeram até nós as tradições ciganas da Europa Central e trabalharam-nas, adaptando-as ao grupo de jovens e menos jovens que se interessaram em desenvolver este projecto." (Citação de texto de Ana Cláudio, coordenadora do projecto em Torres Vedras).
Assim, a referida exposição apresenta uma selecção de imagens referentes aos ensaios e espectáculo de 2007 assim como de ensaios e referido espectáculo de 2008. Algumas das imagens em exposição...
Ensaios em 2007
(Espectáculo de 2007, já publicado AQUI)

Ensaios em 2008
Espectáculo em 2008 (resumo)




E alguns momentos depois da festa...

Este registo/reportagem fotográfica do projecto ROMALE, agora exposta na CCCTV até 31 de Julho, resulta do acompanhamento, por dois anos consecutivos, de uma residência artística promovida na cidade de Torres Vedras, por "PETER BUTKO, Oto Bunda, Mário Bobek (2007) e Desiderius Dudzda (2008), [que] trouxeram até nós as tradições ciganas da Europa Central e trabalharam-nas, adaptando-as ao grupo de jovens e menos jovens que se interessaram em desenvolver este projecto." (Citação de texto de Ana Cláudio, coordenadora do projecto em Torres Vedras).
Assim, a referida exposição apresenta uma selecção de imagens referentes aos ensaios e espectáculo de 2007 assim como de ensaios e referido espectáculo de 2008. Algumas das imagens em exposição...
Ensaios em 2007
(Espectáculo de 2007, já publicado AQUI)

Ensaios em 2008
Espectáculo em 2008 (resumo)




E alguns momentos depois da festa...

quarta-feira, junho 17
RESIDENTES II








RESIDENTES, é o nome genérico de uma residência artística e workshop de movimento, improvisação e composição, que se realizou de Outubro de 2008 a Junho de 2009 na cidade de Torres Vedras. Segundo os seus organizadores, esta performance define-se como "um conjunto de acções que se constroem e destroem no espaço. Rotinas que variam em função da cor, da repetição e do tempo".
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