ABLLAU foi a primeira palavra que eu pronunciei. Em português nada significa, mas eu não sabia disso, e com ela dizia tudo... ABLLAU was the first word that I pronounced. In Portuguese it has no meaning, but I didn’t know that, and with it I said everything.
quarta-feira, junho 17
RESIDENTES II








RESIDENTES, é o nome genérico de uma residência artística e workshop de movimento, improvisação e composição, que se realizou de Outubro de 2008 a Junho de 2009 na cidade de Torres Vedras. Segundo os seus organizadores, esta performance define-se como "um conjunto de acções que se constroem e destroem no espaço. Rotinas que variam em função da cor, da repetição e do tempo".
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segunda-feira, junho 1
quarta-feira, maio 20
sábado, maio 9
EGO WHIST
já nada no peito deles pede água.
Escuta, por isso, os novos rumores que trouxe para ti.
O poeta é um fingidor.
Basta de palavras como pássaro, orvalho ou madrugada
basta de cartas de amor. Sobretudo as ridículas.
Basta do sal que são lágrimas de Portugal
e da vontade que nos ata ao leme.
Nem bússola nem âncora.
Pintemos com os tons fortes do cianeto.
E já te disse: os poetas estão gastos.
Trata-os como a fedelhos
vai-lhes ao cu, dá-lhes conselhos
manda-os apanhar chuva oblíqua.
Que saiam e vão ver soprar
uuuuh o vento lá fora.
com mulher e mar ao fundo.
Põe Chernobyl.
Entretemo-nos depois a recolher os pedaços do mundo.
Escuta, por isso, os novos rumores que trouxe para ti:
São feitos das palavras rudes que conheço
O poeta que há em mim é movediço
Fora disso, sou burgesso
Poema: Mosaico - João Habitualmente
Outros poemas de João Habitualmente: (1 2 3)
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Mais uma performance poética na sala polivalente do CCC, em Torres Vedras, promovida pelos agora denominados EGO WHIST, desta vez com o virtuoso guitarrista RUBEN MONTEIRO.
Actuação enquadrada no CICLO TRADICIONAIS E AFECTUOSOS, uma parceria entre a LIVRODODIA e a COOPERATIVA DE COMUNICAÇÃO E CULTURA.
domingo, abril 26
CONCEPTUAL WAR

Conceptual War, é uma marca líder em psicotecnologias de última geração. Como princípio estratégico sabemos que durante uma guerra a melhor política é tomar uma cidade intacta. O nosso compromisso ético consiste em garantir o menor dano material possível nas infraestruturas edificadas e nos corpos humanos, desestabilizando, ao mesmo tempo os alicerces de toda a influência moral tradicional e as bases da doutrina bélica ocidental.
Assim foi anunciada (em cartazes espalhados por toda a cidade) a Guerra Conceptual de André Trindade, artista plástico que concebeu, em colaboração com Pedro Moreira e Rui Matoso, uma instalação sonora colocada em vários locais do centro de Torres Vedras. Instalação sonora essa, destinada a reproduzir o som de rajadas de metralhadora e explosões, sons retirados de de jogos para computador.
O referido projecto enquadrou-se nas comemorações do 25 de Abril, naquela cidade, e fez parte do programa PORTUGAL E A MEMÓRIA, a decorrer de 03 de Abril a 03 de Maio de 2009, programa esse, promovido pelo TEATRO CINE DE TORRES VEDRAS.
Os autores da referida instalação sonora, pedem "desde já" desculpa "pela eventual ocorrência de estados psicossomáticos alterados" enquanto anunciam que a "Conceptual War" voltará a fazer um novo ataque no dia 03 de Maio de 2009 pela mesma hora.






E A BRISA
terça-feira, abril 21
O RUIDO QUE HÁ NO SILÊNCIO ENTRE AS PALAVRAS
Sim, em teoria, todos temos o mesmo direito a existir enquanto lá fora, na direcção das paredes das nossas casas,
outras tantas pessoas andam com os pés enterrados na lama
e as caras sujas de fome e falta de vitaminas essenciais ao sorriso.
Sim, em teoria, todos achamos que o importante é o bem-estar geral mesmo que isso implique uns quantos pretos a boiar no Mediterrâneo
e muitas famílias perdidas em continentes que pensamos terem sido inventados
para o nosso turismo idiota de ficar parado dias inteiros ao sol.
Sim, em teoria, sentimos ter a garantia de um futuro abençoado pelo sistema de segurança social em bancarrota que nos deixaram,
em cofres de bancos defendidos pelos melhores advogados,
os nossos avozinhos que foram para o Brasil a vinte seis de Abril de setenta e quatro.
que aceitem os nossos cartões visa sem validade porque o nosso nome vem nos jornais,
mesmo que algumas pessoas sejam despedidas todos os dias trinta do mês
porque as dívidas dos clientes impedem uma boa relação com os fornecedores.
Sim, em teoria, vamos todos acabar por ser felizes mais dia menos dia porque se não o capitalismo há-de ser a religião ou a caridade ou o euromilhões
ou o casamento rico do nosso filho que andou a estudar para doutor das regras
e agora vive desregradamente à custa dos outros para nos fazer felizes a nós.
Sim, em teoria, vamos todos acabar mortos mais dia menos dia e como não levamos nada desta vida a não ser as vidas todas que para ela trouxemos
talvez o melhor seja comer e beber tudo o que nos colocarem sobre a mesa portuguesa
e ao sair esperar, sempre de sorriso nos lábios, que o tipo que vem atrás pague a conta.
Poema: Em Teoria - LUÍS FILIPE CRISTÓVÃO
Na sequência do projecto RLVA e da noite AL BERTIANA, "O ruído que há no silêncio entre as palavras" é mais uma performance poética aqui divulgada. Desta vez, numa actuação integrada no projecto HABITAR TORRES VEDRAS
Poesia: LUÍS FILIPE CRISTÓVÃO
Ambientes sonoros: NICO VERINO
Imagens vídeo: PHAUSTINO
Guitarra: DE LA VEGA (GUITARRISTA DOS THE FOX)
segunda-feira, abril 20
IMAGENS IMAGINÁRIAS (excerto)
Imagens: STEVE MCCURRY(...)
(...)
Aquela imagem tinha de gerar imagens! E gerou. Após uma complicada e dispendiosa expedição, uma outra imagem surgiu...
(...)
As imagens são isso mesmo: uma representação de algo que as ultrapassa, que as transcende enquanto simples imagens em suporte físico. E ao mesmo tempo, uma autêntica revelação. Algo em nós muda, ilumina-se, quando vemos certas imagens.
Texto: João Paulo Barrinha
Texto completo publicado em: DESENHOS COM LUZ - APAF
quinta-feira, abril 16
A PRISÃO DO ÉTICO
Winand IImagina que os teus dedos são troncos de árvore que, ao mínimo sopro de vento, poderão estatelar-se, indefesos na terra. Agora, pega no machado e corta um dos teus dedos. Corta-o.
Troncos, não te esqueças que os teus dedos são troncos.
Winand II
Winand tinha uma ferida no dedo. Decidiu cortá-lo. Foi a melhor metáfora política que encontrou no momento.
Ulz
Dentro de um quarto de hotel, Ulz, não tendo companhia, masturba-se. Quando acaba o acto inglório, Ulz levantar-se-á da cama inundada de matéria criadora, observar-se-á ao espelho e, sentindo-se humilhado, rebentará o crânio com uma bala.
Assim rezam três das micro-narrativas que compõem o livro A PRISÃO DO ÉTICO, de PAULO RODRIGUES FERREIRA.
Este é um livro inquietante, que, segundo o seu Editor, LUÍS FILIPE CRISTÓVÃO "mostra aos leitores que mesmo no conforto das suas casas podem sempre correr perigo, obrigando-os a reflectir sobre coisas que habitualmente não querem pensar".
O livro A PRISÃO DO ÉTICO conta ainda com a imagem da capa realizada por João Paulo Barrinha, autor deste Blog, imagem essa que faz parte da série HUMANA CONDIÇÃO, da qual se poderão ver alguns outros exemplares, clicando no nome dessa mesma série.
Este livro é uma edição da LIVRODODIA, podendo ser adquirido através do seu SITE.
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