A relação entre a imagem, a palavra nela inscrita e o título, resulta num jogo de palavras entre as palavras mão e não. Mas esta ilustração fala-nos também da esperança e da sua negação.ABLLAU foi a primeira palavra que eu pronunciei. Em português nada significa, mas eu não sabia disso, e com ela dizia tudo... ABLLAU was the first word that I pronounced. In Portuguese it has no meaning, but I didn’t know that, and with it I said everything.
quarta-feira, outubro 17
Mão
A relação entre a imagem, a palavra nela inscrita e o título, resulta num jogo de palavras entre as palavras mão e não. Mas esta ilustração fala-nos também da esperança e da sua negação.Não
domingo, outubro 14
O meu cão
No mundo das imagens há de tudo para todos os gostos. Há imagens que, pela sua força, beleza, oportunidade, ou seja o que for, estão desde logo condenadas à fama. Algumas delas (ou muitas, no caso do foto jornalismo) não têm sequer qualquer outro valor que o da oportunidade. Outras, mais caseiras, não têm qualquer outra função que a de recordar (pobremente) uma qualquer situação familiar ou curiosa. É o caso desta. Mas apesar disso, gosto dela. Ao ponto de me ter dado ao trabalho de a embelezar com um pouco de Photoshop (neste caso foi mais estragar para que parecesse antiga...). Mas o facto é que, não sendo eu caçador, esta imagem me traz à memória um dos momentos de maior adrenalina que já experimentei perante um animal selvagem, desde os meus tempos de infância, quando vivi em Angola. Na fotografia não se nota, mas o veado retratado era pouco sociável. Vivia meio em liberdade, meio em cativeiro numa Quinta que estava a fotografar a propósito de um trabalho documental sobre património. Quando dei com ele, não resisti: eu tinha de fotografar aquele veado! Então, depois de algumas peripécias em que o dito bicho conseguiu furtar-se ao retrato, apanhei-o encurralado. Seria fácil, ele não tinha por onde sair... a não ser que passasse por cima de mim! Pois...
Com a maior das calmas possíveis medi a luz, ajeitei o tripé com a máquina, uma Mamya 6x6, tão boa para retratos como lenta para situações complicadas... e, como tinha cabo disparador, cheguei-me suavemente para a aduela da porta, enquanto esperava pelos dois minutos que durou a exposição. Tudo correu bem. Tão bem que, entusiasmado, ganhei coragem para um novo retrato. Dar-lhe-ia um outro tempo de exposição para tentar compensar melhor alguma quebra de reciprocidade e o contra-luz...
Um pequeno movimento mais brusco. Bastou isso, um pequeno movimento um pouco mais rápido que a câmara-lenta em que, até àquele momento, tinha actuado, e o veado levanta-se. Claro que, numa fracção de segundo incronometrável, eu já estava (com a máquina e tripé na mão) numa outra secção da casa encostado a uma parede e com as pernas a tremer que nem varas verdes! É por isso, que gosto tanto desta fotografia.
Há fotografias assim. Podem não ser grande coisa, mas transportam-nos a memórias inesquecíveis. A fotografia também é isso. Ou como diria um reclame da kodak, para mais tarde recordar.
Lisbon Story
sábado, outubro 13
sexta-feira, outubro 12
quinta-feira, outubro 11
segunda-feira, outubro 8
domingo, outubro 7
Extra-Terrestre

Homenagem a um amigo falecido.
Esta foto foi tirada por brincadeira com a minha MUSTECK, de baixo para cima, enquanto conversava com ele. Costumávamos dizer que ele parecia um extra-terrestre... Agora é mesmo um extra-terrestre.
Mas onde quer que esteja, só está à nossa espera, e a mim, esta fotografia faz com que não me esqueça disso.
Da brincadeira, não sei se ele gostava. Pelo menos, nunca me pediu uma cópia da fotografia... Mas ele era assim. Nunca se mostrava antagonizado com ninguém. Nem com a vida. Aceitou sempre a doença, mas sem nunca se render a ela! Queria viver! E se há alguém que merecia viver, era ele.
E viveu! Só que, depressa demais...
sábado, outubro 6
HAYKU

Belo sol poente.
Ah! pudesse eu ir buscar-te
Lá, ao fim do mar!
Poema: kazuo Dan (1912-1970)
Poeta japonês que viveu dois anos em Santa Cruz (Torres Vedras)
Estas imagens foram obtidas com a minha moribunda MUSTEK, enquanto conduzia a caminho de Santa Cruz. Nessa altura eu ainda não tinha conhecimento da existência do poeta, nem da sua vivência naquela outrora vila piscatória, onde compôs o citado poema.
Os tempos passam, as memórias cruzam-se...
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quinta-feira, outubro 4
Os músicos

Lembro-me perfeitamente daquele dia. Estava sol, uma melodia ao cimo da rua, não se sabe bem porquê... e que importa? A melodia acontece quando tem de acontecer!
Trazia comigo a minha Musteck, a câmara digital de que mais gosto para situações discretas, a seguir ao telemóvel ultima geração que ainda não comprei nem quero comprar.
Já tenho saudades daquela maquineta, que agora vive estripada numa gaveta qualquer cá de casa... Foram três disparos certeiros! Sem ver, sem ser visto. Com a máquina escondida na palma da mão, apenas a objectiva espreitava por entre os dedos.
É a chamada fotografia instintiva...
Dá muito jeito em situações complicadas, embora não fosse própriamente o caso...
É a chamada fotografia instintiva...
Dá muito jeito em situações complicadas, embora não fosse própriamente o caso...
Mas também pode ser um excelente exercício, uma forma de libertação. Muita da arte contemporânea vive dessa atitude descomprometida, desse gestualismo libertador, porque revelador do mais profundo do ser...
Das três fotografias fiz um quadro. Como se de uma única fotografia em três fotogramas se tratasse... As fotografias não devem viver sozinhas... Tornam-se independentes da vida, e isso não é bom.
terça-feira, outubro 2
Estrelas Pretas











...Reza uma antiga história cigana que, quando as estrelas que brilham no céu caem em terra se transformam em estrelas pretas e estas, por sua vez, dão origem aos ciganos...Foi em busca do brilho dessas estrelas, presente nas suas músicas e demais formas de arte que um grupo de ciganos e paílhos (não ciganos) se juntou durante dez dias (3 a 13 de Julho) em torno do grupo de artistas da associação MIRET (Iniciativa Internacional para o Desenvolvimento da Criação Artística de Minorias Étnicas) sediada na republica Checa.
Peter Butko, Oto Bunda e Mário Bobek, trouxeram até nós as tradições ciganas da Europa Central e trabalharam-nas, adaptando-as ao grupo de jovens e menos jovens que se interessaram em desenvolver este projecto.
O resultado final foi presente ao público no anfiteatro do Parque Verde da Várzea (em Torres Vedras) e resultou num espectáculo de música, canto, dança... e muita emoção.
Texto: Ana Cláudio
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